quarta-feira, maio 31, 2006

Estás aí?...

Foto de Frederico Martins

domingo, maio 28, 2006

Permitam-me o delírio II

Majestosamente enrodilhada na minha mantinha de estrelas (embora febril, asseguro que a manta tem realmente estrelinhas e de várias cores…), desde quarta-feira que deliro na vontade de partilhar absurdos… Ao rejeitar quase todos os tipos de luz e som, com curtos períodos sem dores de cabeça, espirros e o admirável pingo ao nariz, enquanto permaneci acordada bebi chaleiras e suspirei por alternativas aos nossos fantastic four nacionais e a uma internet que desligava mais do que ligava… A minha linha de raciocínio nunca foi muito normalzinha, então com a broa já a Merche dançava com o Goucha enquanto o Donaldim cantava bêbado naqueles septetos alegres…Salvaguardo aqui alguns dos músicos, que não têm culpa de muitas das escolhas feitas e de quem sou amiga, com muito gosto e alguma inveja, porque ganham dinheiro com’ò ca*****. Entre o desfilar das pseudo celebridades a comentarem as dietas e os “não perca o caso da Graça a quem o marido obrigou a prostituir”, só conseguia pensar nos meus pais, sortudos de férias nos Açores. Como não posso fugir de férias, não tenho um emprego esfábuloso, e a realidade que me espera é dura, permitam-me este delírio, de uma pausa rinítica forçada, que veio no fim e por bem proporcionar-me algum espaço à surrealidade. Não posso deixar de falar no Deadline Now, oficialmente by Von Magnet for Persona, porque embora não considere este tipo de fronteiras na criação artística concreta e justamente definível (criado por, interpretado por, para,), conhecendo as pessoas envolvidas e a sua forma de estar e trabalhar em projectos de residência, portanto em comum, associei preferivelmente o termo for a um presente: criado por Von Magnet para ou dedicado a Persona… Já apelidado de longo, repetitivo e, o que tenho de concordar: perturbante; questionado o local, etc.… A minha única questão e indignação, continua e cada vez mais a prender-se com a falta de respeito demonstrada por a quem de direito caberia promover, apoiar e divulgar uma companhia que, mais do que “Feirense”, e já chega de bairrismos bandeira inúteis (presentes envenenados!), se qualifica artisticamente a duras penas e custos a nível internacional… Cada espectáculo vale pelo que faz sentir e esta perturbação que me pareceu comum entre o público não é de todo gratuita e casual. É fruto de um trabalho cuidadosamente estruturado “em companhia” a nível conceptual, a nível de trabalho físico de actor, a nível musical (Phil e Flore com composições originais e interpretações ao vivo), e a nível de imagem com projecção e manipulação até em directo, etc… Para terminar, criar e montar um espectáculo desta envergadura em regime pós laboral e com duas residências onde é exigida a entrega incondicional e a tempo inteiro, merece mais do que tem recebido. Sejam os tais apoios formais, seja até alguma leviandade com que muitas vezes, as suas obras são recebidas pelo público (algumas até antes de existirem…). São homens e mulheres com toda a sua carga profissional, familiar e humana, que respondem num esforço sobre humano e com laivos de brilhantismo, ao chamamento da arte e do palco. Aqui fica a minha homenagem. Vivam, Persona!

sexta-feira, maio 26, 2006

Permitam-me o delírio

Majestosamente enrodilhada na minha mantinha de estrelas (embora febril, asseguro que a manta tem realmente estrelinhas e de várias cores…), desde quarta-feira que deliro na vontade de partilhar absurdos...
Ao rejeitar quase todos os tipos de luz e som, com curtos períodos sem dores de cabeça, espirros e o admirável pingo ao nariz, enquanto permaneci acordada bebi chaleiras e suspirei por alternativas aos nossos fantastic four nacionais e a uma internet que desligava mais do que ligava…
A minha linha de raciocínio nunca foi muito normalzinha, então com a broa já a Merche dançava com o Goucha enquanto o Donaldim cantava bêbado naqueles septetos alegres…Salvaguardo aqui alguns dos músicos, que não têm culpa de muitas das escolhas feitas e de quem sou amiga, com muito gosto e alguma inveja, porque ganham dinheiro com’ò ca*****.
Entre o desfilar das pseudo celebridades a comentarem as dietas e os “não perca o caso da Graça a quem o marido obrigou a prostituir”, só conseguia pensar nos meus pais, sortudos de férias nos Açores.
Como não posso fugir de férias, não tenho um emprego esfábuloso, e a realidade que me espera é dura, permitam-me este delírio, de uma pausa rinítica forçada, que veio no fim e por bem proporcionar-me algum espaço ao surreal.
E porque falo de tempo, de espaço, de disponibilidade e urgência, não posso deixar de falar no Deadline Now, oficialmente by Von Magnet for Persona.
Embora não considere este tipo de fronteiras na criação artística concreta e justamente definível (criado por, interpretado por, para,), conhecendo as pessoas envolvidas e a sua forma de estar e trabalhar em projectos de residência, portanto em comum, associei preferivelmente o termo for a um presente: criado por Von Magnet para ou dedicado a Persona…
Já apelidado de longo, repetitivo e, o que tenho de concordar: perturbante; questionado o local, etc.… A minha única questão e indignação, continua e cada vez mais a prender-se com a falta de respeito demonstrada por a quem de direito caberia promover, apoiar e divulgar uma companhia que, mais do que “Feirense”, e já chega de bairrismos bandeira inúteis (presentes envenenados), se qualifica artisticamente a duras penas e custos a nível internacional…
Cada espectáculo vale pelo que faz sentir e esta perturbação que me pareceu comum entre o público não é de todo gratuita e casual. É fruto de um trabalho cuidadosamente estruturado “em companhia” a nível conceptual, a nível de trabalho físico de actor, a nível musical (Phil e Flore com composições originais e interpretações ao vivo), e a nível de imagem com projecção e manipulação até em directo, etc…
Para terminar, criar e montar um espectáculo desta envergadura em regime pós laboral e com duas residências onde é exigida a entrega incondicional e a tempo inteiro, merece mais do que tem recebido. Sejam os tais apoios formais ou até alguma leviandade com que muitas vezes, as suas obras são recebidas pelo público (algumas até antes de existirem…).
São homens e mulheres com toda a sua carga profissional, familiar e humana, e porque artistas, respondem num esforço sobre humano e com laivos de brilhantismo ao chamamento da arte e do palco. Aqui fica a minha homenagem.
Vivam, Persona!

quarta-feira, maio 24, 2006

Deadline views

Fotos Frederico Martins
"Deadline Now" - Persona/Von Magnet - Imaginarius/06

terça-feira, maio 23, 2006

S/ Título

Foto de AsK Melo
Performance de Flore Magnet em "Deadline Now"

O lado B

"B" de "BANDALISMO"!!!…

Pois é. Quando deveríamos todos estar a gozar os requícios de "Deadline Now", eis que chego ontem ao Cine-Teatro e reparo num enorme plástico preto caído do telhado sobre a entrada da nossa sala de trabalho.

Uma instalação gótica de Donatto Sartori, pensei?... Hum, eu conheço este plástico, pensando melhor... Teria sido o vento?

Toca a ir buscar um escadote e subir ao telhado para ver o que se passava.

Desde o Imaginárius de 2002 (espectáculo "Persona - Uma homenagem ao sonho e ao teatro") que, por falta de melhores instalações, é aí que guardamos a estutura da cortina de água e repuxos que construímos para o efeito... metros e metros de canalização, trabalho e 1500 euros de custos de mão de obra e material.

Vazio. Ladrões, pensei... e lá subi para acreditar melhor no que os meus olhos não viam.

Restos de canos partidos espalhados. Quando vou espreitar para as trazeiras do Cine-Teatro eis que estão lá os canos de 6 metros todos escavacados que alguém se divertiu a destruir.

Absurdo?... mas verdade.

Extrato de alguns comentários ao artigo “Imaginarius II” no blog Kousas e Lousas:

Surpreendente a companhia Persona. Mais uma vez os promotores do imaginariu deixaram este projecto de lado.AsK Melo Homepage 05.22.06 - 12:12 am # Concordo inteiramente, vi os Persona, gostei muito, superior a muitas das coisas que passaram pelo imaginarius. Não imaginaram foi que a rotunda do Feira nova fosse tão longe e tão sem condições. Alguém num post atrás disse isto: "Parabéns, actuaram ao nível de uma grande companhia e fizeram-me ter orgulho de dizer a todos: estão a ver aqueles músicos ali? não são estrangeiros, são portugueses e são feirenses!"...Deve ser por isso ou pelo cachet menor que cobraram que os puseram numa rotunda.Bugs 05.22.06 - 10:00 am # os persona estiveram muito bem.quanto a eles actuarem na rotunda, pelo que eu sei foi opçao deles.Anonymous 05.22.06 - 11:32 am #

segunda-feira, maio 22, 2006

DEADLINE NOW- THE DAY AFTER...

Orgânico. Visceral. Humano. Desumano. Natureza ou condição? Humana/Animal/Transcendental. Umbigo. - Fim de transmissão-

sexta-feira, maio 19, 2006

sexta-feira, maio 12, 2006

DEADLINE NOW
“Deadline Now!” é uma tragédia urbana, a exploração de um estado invasivo imposto pela sociedade da hiper produtividade, de uma disponibilidade permanente que submete o indivíduo contemporâneo…
É o reino implacável do imediatismo! A vida em tempo real.
Tudo se passa aqui e agora, sempre mais! Sempre mais depressa
O que me interessa é o que posso obter agora!
“Deadline Now!” é o estado de urgência, é o futuro que dita o teu presente, tudo deve estar feito e recebido, no imediato e simultaneamente, esta sagração do presente faz desaparecer a minha realidade.
Demasiado medo do tempo vazio, onde não se passa nada.
Demasiado medo do aborrecimento.
Demasiado medo de si.
As personagens do espectáculo são levadas num fluxo incontrolável, demasiado felizes de esquecer a sua morte, eles esquecem-se da vida.
Mas e se “Deadline Now” fosse, finalmente, o alarme último, aquele que desencadearia uma reacção alérgica a esta submissão ao imediatismo, que despertasse em nós esse desejo de uma outra temporalidade?...
Flore Magnet

quarta-feira, maio 10, 2006

Uma história de pessoas aprisionadas em trajectos paralelos, milhões de corredores transportando existências cegas.
O lugar – uma metrópole moderna.
A escala do tempo – trinta e seis horas
Ou trinta e seis dias… trinta e seis meses,
Ou… mesmo quando trinta e seis horas igual a trinta e seis anos.
Aí, eles caminham, correm, trabalham, telefonam, passam, batem,
Sonham, tropeçam, “samplam”, repetem, encadeiam, avariam…
Todavia, testemunhamos o absurdo das suas acções,
Esperando que surjam sinais de fraqueza,
Ternura, amor, mesmo de simples humanidade.
Repararam como ultimamente as nossas percepções do tempo têm vindo a acelerar?
A urgência de tudo ou a síndroma do “tudo urgente”.
Como se “não fazer nada” quisesse dizer “não existir” mais!
Já sentiram aquele medo de não estar devidamente conectado?
A necessidade de “estar disponível” a qualquer momento…
Presentemente estamos ligados a todo o mundo em segundos mas, de algum modo, nunca estivemos tão sozinhos.
Aqui o código do tempo é o mestre, a realidade implacável de uma pulsação digital que todos os actores servem ou perseguem ao longo da performance…
Até que eles encontrem – através da exaustão e desespero – o toque, a carne, a respiração, a liberdade ou a loucura… eles mesmos.
Esticar o tempo até uma onda universal de silêncio.
Phil Von

segunda-feira, maio 08, 2006

DEADLINE

O prazo não está a acabar, está só agora a começar...Grandes ensaios e força na line, p'ara que esta sociedade da aceleração, da formatação e nivelamento de comportamentos, acorde da sua brain dead... E que o nosso imaginário nunca tenha grilhetas e algemas...

Imaginarius

A programação do Imaginarius já está disponível online. E nós estamos lá a estrear o nosso espactáculo "Deadline Now!"
Desde já, estão todos convidados a assistir!
Fazemos questão!
Para ver toda a programação clica aqui!