sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Minhas Senhoras e meus Senhores:

O espectáculo vai começar! Por favor, desliguem os vossos telemóveis ou aparelhos de sinal sonoro. Obrigado!

6 comentários:

salomé disse...

Então e o pano nunca mais sobe?

pedrolino disse...
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pedrolino disse...
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pedrolino disse...

De 18 a 20 de Maio no Imaginarius! Passa a palavra.

ànostra disse...

Vivam, Persona!
Os meus muito tardios parabéns! pelo blog, que só hoje tive o prazer de conhecer.
Quero aqui agradecer-vos o Poiesis, particularmente na performance com textos do meu livro ”Um dia talvez eu chova”, realizado a 21 de Janeiro na Câmara de Oliveira de Azeméis.
Foi algo muito especial numa noite cheia de estreias.
Num período vosso extremamente fértil e extenuante, tive o prazer da vossa presença, do vosso trabalho e até do vosso material de apoio técnico.
Faço notar a criação e projecção de imagens da Lígia Lebreiro, o som original e sua manipulação do DJ Mão, e obviamente, a interpretação in loco da Lígia, do Mão,do Pedro Lino e do Morais (o nosso fantástico mordomo).
Lamentavelmente não existem bons registos (fotográficos ou vídeo) dessa noite, mas estou segura que os melhores estão com as pessoas que lá estiveram.
O meu Obrigado e Vivam, Persona!
Beijos. Lúcia Rodrigues.

matahari disse...

A arte de desenvolver os pequenos motivos para nos decidirmos a realizar as grandes acções que nos são necessárias. A arte de nunca nos deixarmos desencorajar pelas reacções dos outros, recordando que o valor de um sentimento é juízo nosso, pois seremos nós a senti-lo e não os que assistem. A arte de mentir a nós próprios, sabendo que estamos a mentir. A arte de encarar as pessoas de frente, incluindo nós próprios, como se fossem personagens de uma novela nossa. A arte de recordar sempre que, não tendo nós qualquer importância e não tendo também os outros qualquer espécie de importância, nós temos mais importância que qualquer outro, simplesmente porque somos nós.
A arte de considerar a mulher como um pedaço de pão: problema de astúcia. A arte de mergulhar fulminante e profundamente na dor, para vir novamente à tona graças a um golpe de rins. A arte de nos substituirmos a qualquer um, e de saber, portanto, que cada pessoa se interessa apenas por si própria. A arte de atribuir qualquer dos nossos gestos a outrem, para verificarmos imediatamente se é sensato.
A arte de viver sem a arte.
A arte de estar só.

Cesare Pavese, in 'O Ofício de Viver'